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quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Fantasmas
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Velhos Hábitos
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Miragem
Eu sei que tá tudo confuso
Eu nem sei como uso
As palavras que eu sei
Parece algo mudado
E eu tenho me cobrado
Algo que eu pensei
Tenho tido miragens
Criado paisagens
Que não fazem sentido
Talvez seja loucura
Toda essa fissura
Que eu tenha perdido
Tô tentando entender
O que eu deixei ser
E porque o fiz
Mas parece cilada
Todas essas risadas
Isso só contradiz
Eu nem sei como uso
As palavras que eu sei
Parece algo mudado
E eu tenho me cobrado
Algo que eu pensei
Tenho tido miragens
Criado paisagens
Que não fazem sentido
Talvez seja loucura
Toda essa fissura
Que eu tenha perdido
Tô tentando entender
O que eu deixei ser
E porque o fiz
Mas parece cilada
Todas essas risadas
Isso só contradiz
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
I Don't Wanna Die Alone
Às vezes, me sinto vazia. Na verdade, me sinto vazia na maior parte do tempo. É estranho admitir publicamente, mas é ruim não admitir. É que com esse sentimento de vazio, vêm outros sentimentos. A culpa, a inutilidade, o esquecimento, a incompreensão, o peso. E são coisas das quais eu não consigo me livrar. Eu não consigo me sentir menos culpada, ou menos inútil. Não consigo parar de pensar que as pessoas à minha volta estão me esquecendo a cada dia.
Quando paro pra pensar - o que é muito frequente -, me imagino deixando tudo pra trás. Imagino que me perdi de vez em algum lugar no mundo, onde ninguém me procuraria. Mas não que eu ache que alguém vá me procurar, porque tenho a impressão de que, em algum momento, à curto prazo, essa busca pararia. Então eu penso em finalmente deixar essa vida, mas sou tão fraca. Não tenho coragem, sequer, de dar continuidade à isso. Eu fico pensando em maneiras, em possibilidades, mas não me movo.
Eu quero acreditar que exista alguém que realmente me ama e faria tudo por mim. Alguém que vá lutar contra tudo e contra todos se necessário. Gosto de pensar que ele me poria à frente de tudo e que nem precisaria pensar pra me escolher. Eu fico imaginando como seria se ele decidisse passar o resto da vida dele comigo. Mas são especulações. Porque se tem uma coisa na qual eu acredito, é que ninguém iria querer passar o resto da vida comigo.
A cada palavra que escrevo, perco um pouco de mim e talvez um pouco da minha sanidade. Perco um pouco das certezas boas e ganho algumas ruins. Perco um pedacinho da alma que restou e, às vezes, consigo senti-la partindo. Então quando alguém se aproxima, eu sorrio. Porque ninguém nunca vai acreditar nas suas lágrimas mais do que no seu sorriso. Mas isso não significa que, justamente o sorriso, será verdadeiro.
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