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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Perigo Nacional 🚫

       O mundo vem sendo tomado por uma onda de ódio que não nos deixa progredir e cada vez mais perdemos espaço para o extremo. Num país como o Brasil, onde a grande maioria exala preconceitos, é necessário tomarmos cuidado em todos os momentos da vida. E aqui estamos, é ano de eleição, e o brasileiro acolhe o candidato que se expressa da maneira mais violenta possível. Um candidato que aproveita o medo em que estamos mergulhados, aproveita uma crise econômica, aproveita da preguiça que muitos tem de pesquisar e comprovar fatos e da falta de acesso aos fatos em muitos locais. Alguém que tira vantagem de ser homofóbico, racista, xenofóbico, violento, misógino, machista.... Fascista!
       Quando se vive em uma democracia, é necessário viver em constante alerta. Aqui no Brasil, já passamos por terríveis 21 anos sem liberdade de expressão, sem liberdade de ir e vir, apanhando e lutando para termos um espaço democrático. Embora muitos pareçam se esquecer de nossos anos sombrios quando clamam por uma intervenção militar, ainda buscamos uma luz, um caminho que nos permita usufruir de uma liberdade que, novamente, vem sendo ameaçada. E é aí que entra esse homem. Um homem que apoia a tortura, que incita ódio a tudo e todos que não lhe agradam, que não mede palavras para dizer que não abre mão de seu altíssimo salário e suas regalias como parlamentar em um país que está na corda bamba.
       Ele se diz cristão, mas prega ódio, violência e intolerância. Seus eleitores – em maioria – se dizem “cidadãos de bem” enquanto aplaudem seus discursos fascistas e desconexos. Ele diz que a polícia terá autonomia para atirar primeiro e perguntar depois. Ele quer liberar o porte de arma em um país onde espancam um pai e um filho por andarem de mãos dadas, onde a taxa de feminicídio só aumenta, onde estupros ocorrem em plena luz do dia – e muitas vezes dentro de casa -, onde uma briga de trânsito acaba em morte. Seria cômico se não fosse tão trágico. É uma contradição enorme e alarmante que aos olhos de seus eleitores parecem se completar. Mas como poderá a polícia atirar antes se aquela pessoa com uma arma na cintura pode ser um “cidadão de bem” daqueles que festejaram o porte de arma?
       Mas a gente sabe porque ele quer liberar o porte de arma e dar carta branca para a polícia ao mesmo tempo. Porque não é o “branco classe média-alta” que vai ser enquadrado. É o negro, é o pobre, é o cara ou a mulher que moram na favela. Mas espera! Não vai importar se vive na favela! Porque brasileiro não quer saber de onde vem o negro, ele só não quer contato com o negro. O porte de arma só vai matar mais e qual é o sentido nisso? O lógico seria querer a diminuição da taxa de mortalidade e não o oposto. Cadê a coerência? Não tem.
       O Brasil, agora, vive do medo. Todos os dias vivemos a beira de um colapso. A economia está em crise, a saúde está em crise, a segurança, o saneamento básico, a educação... Temos medo de que tudo piore. Porém, como melhorar se a maioria da população quer eleger alguém que não entende de nenhum desses assuntos? Alguém que diz que para ser presidente não precisa entender de economia. Como não? O presidente vai administrar o país sem entender o básico de como se administra alguma coisa? E ele vai governar pra quem, afinal de contas? Só pro rico, pro branco, pro heterossexual, pra “família tradicional brasileira”. Aparentemente, nem família ele sabe o que é.
       Não podemos deixar que o ódio vença a democracia! Pesquisem, estudem, avaliem. A informação está por toda parte. Não seja parte da massa movida pelo ódio e pelo medo. Questione todo e qualquer tipo de violência. Dialogue sobre política, economia, educação. Intervenha como cidadão e não permita que usem o seu medo contra você. É tempo de liberdade e expressão e espero que não percamos esse tempo novamente. Se fere nossa existência, sejamos resistência!

Fontes Necessárias:

Bolsonaro em Cinco Minutos: https://www.youtube.com/watch?v=ghCP4r-hzYI




Patrimônio e "Comer Gente": https://www.youtube.com/watch?v=k99hXSytsyI (a partir do minuto 5:41)

Lavagem de Dinheiro e Propina: https://www.youtube.com/watch?v=D62y7u04-U8

Cotas Raciais e Racismo: https://www.youtube.com/watch?v=9T5ZSAO1MVg (Cotas: a partir do minuto 3:23) - (Racismo: a partir do minuto 3:37)

Mais Racismo - Quilombolas: https://www.youtube.com/watch?v=3AEc7mWucVQ

Homofobia: https://www.youtube.com/watch?v=Z1oGuNkGV2g (a partir do minuto 2:12)

Fuzilamento: https://www.youtube.com/watch?v=FYErb6oriiU (Sobre a "PTralhada")

Fuzilamento Ex-Presidente FHC: https://www.youtube.com/watch?v=tOCuftuLhUc

Entrevista Completa para o Programa do Jô: https://www.youtube.com/watch?v=uLEpbTwW2MI

Plano de Governo:

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Ariel de Verdade 🧜🏻‍♀️




       Quem assistiu aos filmes de “A Pequena Sereia” sabe que o sonho da Ariel era ser humana. Mas então porque 80% dessas pessoas insistem em dizer que ela entregou sua doce voz para a Bruxa do Mar por causa de um príncipe? Mas ué, ela já era encantada pelo mundo humano, por que, cargas d’água, ela deixaria de ser sereia SOMENTE por um príncipe? Isso faz tanto sentido quanto dizer que o sol é quadrado! Para e pensa: ela JÁ queria ser humana, mesmo ANTES de conhecer o Príncipe Eric. Tá na hora de a Ariel ter um reconhecimento aqui!
       Sou suspeita pra falar, já que a Ariel é minha princesa favorita. Esses dias, entre uma pesquisa e outra, percebi algo que já vinha me incomodando a um tempo: vocês não param de falar que “a Ariel é a pior princesa porque abriu mão da voz e de ser sereia por causa de homem”... Como assim? Ela sempre foi curiosa com o mundo acima do oceano, sempre colecionou objetos perdidos que a encantavam, sempre quis ser parte desse mundo. O Príncipe Eric foi um acaso. Vocês têm que entender que a Ariel é um espírito livre, mas ainda assim, tem sentimentos e controvérsias. Na verdade, é bem simples! O Eric estava lá e servia de desculpa. A Úrsula, Bruxa do Mar, tinha o poder de transformar a Ariel em humana. A Ariel estava disposta a pagar o preço.
       Já tá na hora de vocês pararem com essa mania de achar que a Ariel queria homem, né? Ela queria o mundo humano. O Eric foi só a desculpa que faltava pra que isso fosse concretizado. Ela não foi burra, nem ingênua. Ela foi determinada, sabia o que queria desde o início, foi contra todos os princípios do mar somente pra ser quem ela queria ser. Ela queria ser parte do mundo dos humanos, queria ser uma de nós. Vocês desmerecem a Ariel porque é muito mais fácil falar que ela foi atrás de macho do que admitir que uma mulher pode fazer seu próprio destino – independente de tem um (a) parceiro (a) envolvido.
       Ariel é um símbolo de força, curiosidade, inteligência, destreza, determinação e coragem. Ela é gentil, mas questiona as autoridades quando se sente lesada. Ela é amorosa, mas não deixa que isso a impeça de prosseguir seu caminho. Ela é cuidadosa, mas não tem medo de arriscar quando está determinada. E se isso não é um modelo, não sei o que mais pode ser...


"Ir onde eles andam
Ir onde eles correm
Ir onde eles ficam o dia inteiro no sol
Imaginando livre, gostaria de
Fazer parte desse mundo
O que eu daria
Se eu pudesse viver fora dessas águas?
O que eu pagaria
Para gastar o dia aquecendo na areia?"
- Part of Your World - The Little Mermaid


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Fantasmas

"Como você pode se afastar de algo e ainda assim voltar para ele?"


       Às vezes a gente foge tanto que nem vê pra onde vai. Eu corri do passado pra dar de cara com ele uma bela manhã e ainda sim me senti assombrada. Será que isso nunca muda? Será que a gente vai sempre ser assombrado por algo ou alguém? Quando é que a gente para de se importar com os fantasmas da vida? Faz anos que espero meus fantasmas se dissiparem, mas eles continuam vívidos aqui. Eles ainda vêm durante a noite em minha mente e ainda me assustam.
       Eu sempre achei que em dado momento da vida eu esqueceria - ou superaria - coisas que doeram muito. Mas ainda me pego remoendo coisas que nem deveriam mais fazer sentido. O lado bom é que eu entendo coisas que não tinha maturidade pra entender - o lado ruim também. Mas qual o ponto, afinal? Passou! Passou? Nem sei se acabou. Tem coisa que acaba hoje, tem coisa que acaba nunca.
       Eu sei, eu sei. Tô remoendo coisa que nem condiz mais comigo. Mas tem coisa que me incomoda, coisa se repetindo. Quer dizer, não é repetição, eu que tô associando coisas que não têm nada a ver uma com a outra. Você tá seguindo minha linha de raciocínio? Isso é uma linha de raciocínio? Porque eu escrevo, escrevo e parece que não disse nada. Parece que não flui como fluía antes. Sou eu ou será que a inspiração não é mais parte de mim? Algum dia já foi? Todos aqueles cadernos são pensamentos meus ou foram só epifanias?
       Um dia desses, eu percebi que tinha alguma coisa interferindo na minha mente. Outra vez. Fazia tempo que algo assim não acontecia. Quer dizer, eu acho que venho sentindo algo que eu não deveria. Mas como é que controla? Eu ainda não faço a menor ideia de como controlar sentimentos. Nem nunca vou fazer. Eu sei. O que eu quero aqui é elucidar que qualquer tipo de sentimento que eu venha a apresentar perante a sociedade (que?) é INVOLUNTÁRIO! Pelo amor de tudo, olha pra minha cara, eu nem sei controlar minha cara de desgosto, quem dirá sentimentos mais fortes. É só um lembrete. Pra mim. Não pra você. Quer dizer, quem tem que lembrar que não tem culpa sou eu. Eu acho. E você?

terça-feira, 31 de março de 2015

FEMINISMO, QUEM?

       No dicionário, feminismo tem a seguinte definição: "Movimento favorável à equiparação dos direitos civis e políticos da mulher aos homens." Mas quando nós nos deparamos com o mundo de hoje, poucas pessoas que se consideram feministas - sendo homem ou mulher - têm essa ideia de feminismo. A maioria das pessoas pensam que o feminismo prega que a mulher deve ser mais que o homem e esquece que o homem também é atingido pelo machismo predominante no mundo.
       Vemos na internet e nas demais mídias que a mulher é quem deve mandar e que não deve ser submissa ao seu homem e que o mesmo deve respeitá-la. Mas poucas vezes vemos por aí alguém dizendo que o homem também não pode ser submisso e que merece respeito. Isso não deixa de ser um pensamento machista. Se a mulher tem direito, os homens também têm. E esse é o ponto: nós dividimos esses direitos em gênero como se não fôssemos todos, simplesmente, humanos.
       Primeiro a mulher: sim, ela tem que ser respeitada! E ela é capaz de comandar uma empresa, um país, a própria casa, a economia da família ou demais economias. Ela pode escolher o que vestir e o que falar sem ter medo de ser repreendida e tem o direito de decidir o que fazer com o próprio corpo. Ela pode ser dona de casa, mãe, frentista, bancária, mecânica, modelo e o que mais ela quiser. Ela pode tudo o que é possível.
       Primeiro o homem: primeiro também porque nenhum é menos importante que o outro. Primeiro, porque ele pode ser e fazer tudo o que foi dito das mulheres. Ele pode ser dono de casa, cuidar de uma empresa, ser presidente de um país, ele pode ser pai, ser modelo, professor, faxineiro, nutricionista e o que mais ele quiser.
       Essa divisão de gêneros é tão ilógica que quando colocamos no papel nos damos conta do quão machistas e hipócritas somos. Nós somos os primeiros a apontar o dedo para o rapaz de camisa cor de rosa, ou para a garota com uma camiseta de super heroi. Somos os primeiros a dizer para os garotos que convivem conosco que eles não podem chorar em público porque ficam parecendo "menininhas". Somos aqueles que dizem para meninas comerem direito e usar salto alto porque é mais "feminino". Somos os primeiros a aderir o machismo como ideologia enfincada sem que percebamos. Isso tem que parar.
       Dizer a um menino que ele não pode chorar ou que a camisa cor de rosa o faz parecer "feminino" é inaceitável! Dizer à uma menina que ela precisa colocar um salto e maquiagem para "ser mulher" é ridículo! Ao longo dos tempos, nós causamos idas ao psicólogo nos casos mais leves e nos mais pesados, causamos suicídios. Nós somos um perigo para o presente e para o futuro da sociedade assim como fomos no passado. Não é feio um menino chorar, não é feio uma garota sem salto. Feia é a sociedade. Feias são as nossas atitudes.


Deixo o discurso da Emma Watson para a ONU, falando sobre a campanha HeForShe: